CAPS II - Altamira

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Equipe do CAPS




Consulta de Enfermagem








Enfª. Sônia


Consulta Médica Psiquiátrica








Drª. Rafaela Velasque

Atendimento Social








Assistente Social Conceição Batalha

A REFORMA PSIQUIÁTRICA NO MUNICÍPIO DE ALTAMIRA




A história da saúde mental de Altamira se confunde com a fundação em 22 de março de 1980 do Sanatório Espírita Padre Manoel da Nóbrega, por integrantes do Centro Espírita Jesus de Nazaré. Destacando-se o Sr. Aparício do Couto (Diretor), Sr. Paulo Roberto de Oliveira (Vice-Diretor), Dr. Guilherme Jorge da Silva e esposa. Preocupados com o tratamento destinado aos portadores de transtornos psíquicos que em crise ficavam encarcerados nas delegacias de policia, acorrentados na casa dos familiares ou, então, perambulando pelas ruas da cidade sujeitos aos maus tratos e abusos dos denominados “normais”, partiram para a ação procurando mudar este quadro sombrio.

A partir da doação do terreno situado no km 03 na estrada do aeroporto, pelo Sr. Aparício, foi construído com recursos do Centro Espírita o primeiro prédio para internação de doentes mentais da Transamazônica. A manutenção do estabelecimento, inclusive a medicação, era feita pelos membros do Centro, que conseguiam doações com o comercio local.
Nesse período não havia uma orientação técnica para o atendimento aos pacientes, permitindo que inúmeros internos fossem abandonados pelos familiares. A instituição chegou a ter mais de 35 pacientes internados.
Em 1989 a administração do Sanatório ficou sob a responsabilidade do Centro Espírita Servidores de Jesus. Nesta nova fase foi celebrado convênio desta instituição com o SUS, onde a SESMA assumiu a contratação de auxiliares de enfermagem, serventes e vigilantes. Quanto à assistência médica, contou-se com a ajuda dos médicos Dr. Almiro Niederauer e Dr. Itamir Bessa, que por mais de 02 anos trabalhou como voluntário.
A partir da proposta do Dr. Benedito Bezerra, Coordenador Estadual de Saúde Mental, de proporcionar uma qualificação técnica à equipe do Sanatório, os 03 auxiliares de enfermagem, Pedro Malcher, Sebastião Joaquim e João Carvalho foram capacitados por técnicos da SESPA.
Em novembro/1993, a Coordenação Estadual de Saúde Mental propôs que Altamira fosse um dos pólos de saúde mental do Pará, onde uma equipe multidisciplinar foi treinada no Hospital de Clinicas Gaspar Viana. Faziam parte da equipe: Dr. Victor Manuel de Jesus Mateus – médico e diretos da Unidade Mista da FNS em Altamira; Socorro de Jesus Gomes Mota – enfermeira da SESPA; Zuleide Maria Pereira – assistente social da SESPA; Dr. Francisco Rodrigues Canêdo – médico e secretário de saúde do município; Miracilda Modesto da Silva – psicóloga da SESMA.
No retorno desta equipe foi proposto o fechamento gradual do Sanatório, uma emergência psiquiátrica funcionando na Fundação Nacional de Saúde para atendimento por 72 horas ao paciente em crise psicótica. Com a saída do Dr. Vitor Mateus da chefia da FNS, a proposta dos leitos da urgência foi adiada.
Com o ingresso do Dr. Jason do Couto e o serviço de psicologia implantado foi possível diminuir o tempo de internação para cerca de 8 dias e não mais que 10 pacientes internados. Paralelo a isso, ocorreu o aumento da demanda ambulatorial realizando o controle medicamentoso mensal.
Infelizmente Altamira continuou a absorver toda a clientela da Transamazônica, chagando a tender pacientes oriundos de Macapá, Itaituba, Santarém, Marabá, Tucurui, Novo Repartimento, Pacajá, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Porto de Móz, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas e Ruropólis. Muitos dos quais, seus parentes tinham a clara intenção de abandoná-los.
Em 1996, a equipe da SESPA junto com o município elaborou o Projeto Renascer que visa a implantação do CAPS ( Centro de Atenção Psicossocial), uma espécie de hospital-dia, onde uma equipe multidisciplinar atende a clientela após a internação breve, através de oficinas terapêuticas.
Com a atual administração municipal e após a vinda da equipe do projeto “Loucos Pela Vida”, em maio/97, o Dr. Nilson Santos, secretário municipal de saúde, retoma a proposta de reforma psiquiátrica municipal. O projeto foi todo refeito para adéqua-se ao padrão exigido pela entidade concedente do recurso. Mesmo tendo sido aprovado, não há verba federal disponível para o Renascer.
Contando com a parceria do Centro Espírita Servidores de Jesus, os diretores, Floriano Petri e Maria Luiza Petri, cederam o prédio, em regime de comodato, até dezembro/99, para a implantação do CAPS, o que aconteceu em agosto de 1998 com o fechamento do Sanatório.
Algumas pessoas que fizeram parte, de alguma forma, da reforma psiquiatrica em Altamira: Drª. Wanda Santos, Dr. Daniel Falcadi, Enfª. Selma, Cicera Magela, Mª. Soledade, Solange, João Adalberto, Josefa Lopes, Serlene Rabelo, Valdir Dantas, Mauro Barros, Sônia Melo, Lucas Sivanildo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CUIDAR SIM, EXCLUIR NÃO.

CAPS II - Adulto. Com intuito de informar e divulgar o nosso trabalho, nossa história em Saúde Mental no município de Altamira - Pará, criamos este blog. Onde divulgaremos nossas lutas, desafios e conquistas.


Desde o fechamento do Sanatório Padre Manoel da Nóbrega em agosto de 1998, a criação do CAPS em 2002, trouxe uma nova visão em saúde mental, "um tratamento mais humanizado", com a intenção de cuidar do portador de transtorno mental, até então, visto como louco e excluído.
Ao fazer uma análise do panorama da reforma psiquiátrica, em Altamira, hoje já se percebe um avanço significativo na qualidade do atendimento, nestes últimos anos.
Hoje já se observa um grande avanço no sentido do crescente número de usuários em alta, redução das internações, o que vem comprovar que É POSSÍVEL SIM, com tratamento adequado ofertado pelo CAPS, O PORTADOR DE TRANSTORNO MENTAL SER RECUPERADO. Cabe aqui destacar a importância da gestão municipal ao chamar para si a responsabilidade de criar e implantar serviços substitutivos para atender ao portador de transtorno mental, não somente isto, torna-se necessário à criação de políticas publicas que possibilitem reverter o modelo de exclusão e abra espaços para propostas de inclusão.
O desafio que ainda temos pela frente está posto. Cabe a cada ator comprometido com o processo de transformação da sociedade assumir sua parcela de responsabilidade para que as novas conquistas, cujo lema “CUIDAR SIM, EXCLUIR NÃO” continue sendo uma realidade em nosso município.
A equipe.

RÁDIO CAPS GOSPEL

Radio Playlist: Solouvor.net