Um resgate da história da saúde mental em Altamira nos faz
lembrar como as pessoas portadoras de transtorno mental que procuravam ajuda
para sua problemática, eram tratadas. As dificuldades em oferecer um
atendimento a essa clientela não era muito diferenciado de outros municípios,
onde o enfoque era direcionado para a questão simplista da espiritualidade,
paradigma esse que era difundido na época. Estamos nos referindo aqui, a década
de 80, onde ainda se considerava o doente mental como um possuído por forças
demoníacas e em Altamira como não podia ser diferente, os familiares acabavam
buscando ajuda do Centro Espírita de nossa cidade, intitulado de Templo
Espírita Jesus de Nazaré. Além do Centro Espírita, outro ponto de referência
era uma farmácia, cujo proprietário Sr. Aparício Couto, era membro do referido
Centro Espírita e efetivamente realizava a condução dessas pessoas para este
local. Devido a uma demanda cada vez mais significativa, não somente específica
de Altamira, como também de outros municípios circunvizinhos, houve a
necessidade de uma reflexão interna por parte dos membros do Centro Espírita,
quanto à questão de se ter um espaço físico específico para alojar tal
clientela.
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Figura 1 Foto Muro lateral
-entrada do Sanatório - por Pedro Malcher
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A história da saúde
mental de Altamira se confunde com a fundação em 22 de março de 1980 do
Sanatório Espírita Padre Manoel da Nóbrega, por integrantes do Centro Espírita
Jesus de Nazaré. Destacando-se o Sr. Aparício do Couto (Diretor), Sr. Paulo
Roberto de Oliveira (Vice-Diretor), Dr. Guilherme Jorge da Silva e esposa.
Preocupados com o tratamento destinado aos portadores de transtornos psíquicos
que em crise ficavam encarcerados nas delegacias de policia, acorrentados na
casa dos familiares ou, então, perambulando pelas ruas da cidade sujeitos aos
maus tratos e abusos dos denominados “normais”, partiram para a ação procurando
mudar este quadro sombrio.
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Figura 2 Foto da vista interna - ala masculina do Sanatório - por Pedro Malcher.
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A partir da doação do
terreno situado no km 03 da estrada do aeroporto, pelo Sr. Aparício, foi
construído, com recursos do Centro Espírita, o primeiro prédio para internação
de doentes mentais da Transamazônica. A manutenção do estabelecimento, inclusive
a medicação, era feita pelos membros do Centro, que conseguiam doações com o
comercio local.
Nesse período não havia uma
orientação técnica para o atendimento aos pacientes, permitindo que inúmeros
internos fossem abandonados pelos familiares. A instituição chegou a ter mais
de 35 pacientes internados.
Em 1983, foi regulamentado o Estatuto do Sanatório e
decretado pela Câmara Municipal de Altamira, como de utilidade Pública, por
indicação e autoria do vereador Antonio Bentes de Figueiredo Neto.
A equipe de trabalho era constituída por voluntários ou
pessoas cedidas pelos órgãos do município. Neste ano a gestão municipal tinha
como Prefeito o Sr. Edimilsom Moreira Vera.
Em 1989 a
administração do Sanatório ficou sob a responsabilidade do Centro Espírita
Servidores de Jesus. Nesta nova fase foi celebrado convênio desta instituição
com o SUS, e em 1991 a SESMA assumiu e deslocou auxiliares de enfermagem,
serventes e vigilantes para trabalharem nesse local. Quanto à assistência
médica, contou-se com a ajuda dos médicos Dr. Almiro Niederauer e Dr. Itamir
Bessa, que por alguns meses trabalhou como voluntário.
A partir da
proposta do Dr. Benedito Bezerra, Coordenador Estadual de Saúde Mental, de
proporcionar uma qualificação técnica à equipe do Sanatório, os 03 auxiliares
de enfermagem, Pedro Malcher, Sebastião Joaquim e João Carvalho foram
capacitados por técnicos da SESPA.
Em 1993, Altamira contava com outro gestor, o Prefeito Sr.
Maurício Bastazini. Em
novembro de 1993, a Coordenação Estadual de Saúde Mental propôs que Altamira
fosse um dos pólos de saúde mental do Pará, onde uma equipe multidisciplinar
foi treinada no Hospital de Clinicas Gaspar Viana. Faziam parte da equipe: Dr.
Victor Manuel de Jesus Mateus – médico e diretor da Unidade Mista da FNS em Altamira;
Socorro de Jesus Gomes mota – enfermeira da SESPA; Zuleide Maria Pereira –
assistente social da SESPA; Dr. Francisco Rodrigues Canêdo – médico e
secretário de saúde do município; Miracilda Modesto da Silva – psicóloga da
SESMA. Houve um engajamento maior da Prefeitura de Altamira em
parceria com o governo do Estado do Pará, para a efetivação de um atendimento
mais adequado aos portadores de transtornos mentais. No sanatório, a dispensa de medicação era
feita de forma irregular e por esse motivo era comum faltar medicação para os
pacientes.
No retorno
desta equipe foi proposto o fechamento gradual do Sanatório, uma emergência
psiquiátrica funcionando na Fundação Nacional de Saúde para atendimento pro 72
horas ao paciente em crise psicótica. Com a saída do Dr. Vitor Mateus da chefia
da FNS (Hospital São Rafael), a proposta dos leitos da urgência foi adiada.
Com o
ingresso do Dr. Jason do Couto e o serviço de psicologia implantado foi
possível diminuir o tempo de internação para cerca de 8 dias e não mais que 10
dias para pacientes internados. Paralelo
a isso, ocorreu o aumento da demanda ambulatorial realizando o controle
medicamentoso mensal.
Em 1994, o Sanatório possuía um quadro de funcionários
constituídos por: 01 médico (Dr. Jason do Couto), 01 psicóloga (Miracilda
Modesto da Silva), 04 auxiliares de enfermagem (João Carvalho, Sebastião
Joaquim, Pedro Malcher e Aldiney da Silva). Possuía 26 pacientes internos e sem
vínculos familiares. Neste mesmo ano foi possível reintegrar diversos pacientes
no seio familiar. Os pedidos de psicotrópicos começaram a serem feitos de forma
trimestral, através da 10ª Centro Regional de Saúde (CRS). Neste mesmo ano o
prédio do Sanatório foi condenado pela Vigilância Sanitária e pela nova
política de saúde mental.
Infelizmente
Altamira continuou a absorver toda a clientela da Transamazônica, chagando a atender
pacientes oriundos de Macapá, Itaituba, Santarém, Marabá, Tucurui, Novo
Repartimento, Pacajá, Vitória do Xingu, Senador José Porfírio, Porto de Móz,
Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas e Ruropólis. Muitos dos quais, seus
parentes tinham a clara intenção de abandoná-los.
Em 1995, mais um treinamento foi realizado e direcionado
para os conselheiros de saúde, entidades civis, FNS (Fundação Nacional de
Saúde), SESMA (Secretaria de Saúde do Município de Altamira), SESPA (Secretaria
Estadual de Saúde do Pará), ministrado pela equipe de Coordenação Estadual de
Saúde Mental de Belém. Desse treinamento resultou em uma mobilização dos
trabalhadores de saúde para um serviço mais humano, com elaboração de um
documento com várias medidas a serem tomadas a curto, médio e a longo prazo.
Porém, poucas foram colocadas em prática.
Em 1996, a
equipe da SESPA junto com o município elaborou o Projeto Renascer que visa à
implantação do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), uma espécie de
hospital-dia, onde uma equipe multidisciplinar atende a clientela após a
internação breve, através de oficinas terapêuticas.
Com a atual
administração municipal e após a vinda da equipe do projeto “Loucos Pela Vida”,
em maio de 1997, o Dr. Nilson Santos, secretário municipal de saúde, retoma a
proposta de reforma psiquiátrica municipal. O projeto foi todo refeito para
adéqua-se ao padrão exigido pela entidade concedente do recurso. Mesmo tendo
sido aprovado, não há verba federal disponível para o Renascer.
Contando
com a parceria do Centro Espírita Servidores de Jesus, os diretores, Floriano
Petri e Maria Luiza Petri, cedeu um prédio, em regime de comodato, até dezembro
de 99, para a implantação do Centro de Referência em Saúde Mental, o que
aconteceu em agosto de 1998 com o fechamento do Sanatório.
Para comunicar a sociedade altamirense sobre o fechamento do
sanatório e para divulgar o novo modelo de assistência ao portador de
transtorno psíquico, houve uma sensibilização da comunidade através de
realização de palestras objetivando sensibilizar e buscar parcerias com as
seguintes entidades/clube de serviços:
ð Lions
Clube de Altamira
ð Rotary
Clube de Altamira
ð Maçonaria
ð Polícia
militar
ð Associação
de bairro Sudam I
ð AMEALT
(Associação de Micro Empresas de Altamira)
O atendimento às
pessoas com sofrimento psíquico em Altamira passou a ser feito na
urgência/emergência, na Unidade Municipal da Fundação Nacional de Saúde de
Altamira, aos pacientes em crise.
Neste ano foi
realizado um seminário para trabalhadores em Saúde Mental, numa parceria entre
SESPA e SESMA, e contou com a participação de sete dos oito municípios da área
de abrangência da 10ª CRS, para conscientização sobre o fechamento definitivo
do sanatório e para implantação do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que é
um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS, e é também um lugar de
referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, criado
para ser substitutivos as internações psiquiátricas.
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Figura 3 Foto de uma reunião no 1º prédio do Centro de
Referencia em Saúde Mental - por Pedro Malcher.
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Em dezembro de 1998, entrou em funcionamento o CAPS - RENASCER,
localizado na Av. Perimetral, nº 1895, bairro Sudam I. Este espaço físico foi
cedido pelo Centro Espírita Padre Manoel da Nóbrega, o mesmo que viabilizou a
construção do antigo sanatório. Foram transferidos para este local, os três
pacientes residuais já mencionados anteriormente.
A equipe de profissionais era de responsabilidades da
Secretaria de Saúde, composta por: 01 Psicóloga (Miracilda Modesto da Silva),
01 Enfermeira (Sônia Maria Medeiros de Melo), 01 Assistente Social (Maria da
Conceição Batalha da Silva), 01 Auxiliar de Serviços Gerais (Sirlene dos Santos
Rabelo), 02 Técnicos de Enfermagem (Pedro Anderson da R. Malcher e Reinalva
Sales), 02 Vigilantes (Valdir de Sousa Dantas e Mauro Correa Barros). O suporte
hospitalar era composto por técnicos de enfermagem (Cícera Magela, Solange do
Couto, Soledade, Jasson Bufon, João Adalberto, Amilene e Maria das Neves).
O atendimento médico era realizado por Dr. Daniel Falcadi,
Dr. Francisco Canedo e Dr. Jason do Couto, que realizaram treinamento em Saúde
Mental em Belém, e faziam revezamento no atendimento médico, a coordenação do
CAPS era de responsabilidade da Enfª Stella Maris Niederauer.
No ano de 1999, a coordenação do CAPS
teve nova direção, assumindo a assistente social Maria da Conceição Batalha da
Silva. O atendimento médico ficou a
cargo do médico Dr. Daniel Falcadi um dos médicos treinados.
No ano de 2000 foi contratada uma médica psiquiatra da SESPA
Belém, Drª Wanda Santos de Araújo, que atuava durante dez dias consecutivos no
mês. Foi contratada a psicóloga Sônia Caluf, ficando, apenas, durante seis
meses. Assumindo em seguida a psicóloga Suely que ficou atuando durante dois
meses. Logo após este período, assumiu o cargo a psicóloga Shirley Góes.
No ano de 2001 foi contratada a médica Drª Rafaela Velasque
Matara Braga, que passou a realizar um atendimento mais efetivo, pois a mesma
residia no município.
O atendimento ambulatorial era realizado para um universo de
474 pacientes cadastrados no programa nesta época.
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Figura 4 Foto Vista frontal do CAPS - rua 1º de Janeiro -
por Pedro Malcher.
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No ano de 2002 o CAPS mudou de endereço para a rua 1º de
Janeiro, bairro Catedral.
Vale ressaltar que o atendimento era garantido e realizado
para toda clientela indistintamente, ou seja, não havia restrições quanto à
faixa etária; crianças, adolescentes, adultos, que buscavam tratamento,
conforme sua problemática eram efetivamente atendidos.
Ainda neste ano houve uma articulação para um projeto de
reestruturação do CAPS - Renascer, para se reformular e se transformar em CAPS
II, tendo como característica básica o atendimento de uma clientela que abrange
uma faixa etária específica, acima de 18 anos.
No ano de 2003 houve a efetivação do credenciamento para
CAPS II, oportunizando o financiamento para a sua implementação, através dos
recursos da FAEC (Fundo de Amparo a Educação e Cultura) e APAC (Autorização de
Procedimentos de Alta Complexidade), conforme preconiza a portaria nº 336/92 do
Ministério da Saúde. Com a efetivação do financiamento da APAC, passou a
receber recursos financeiros se tornando autônomo financeiramente assumindo um
caráter de auto-sustentabilidade. Observou-se então uma expansão da equipe de
profissionais e consequentemente houve mudança para outro espaço físico maior e
mais adequado, haja vista que haveria implantação de atividades diversas.
A equipe de profissionais era constituída por 01 médica
(Rafaela Velasque M. Braga), 01 Psicóloga (Shirley Socorro Machado Góes),
Vale ressaltar que, mesmo com uma nova reformulação e
característica quanto à clientela, o município seguindo a norma do SUS que
garante atendimento para todos que necessitam, resolve continuar atendendo a
toda clientela de qualquer faixa etária.
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Figura 5 Foto - Frente do CAPS - rua Dragão do Mar - por
Pedro Malcher.
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A partir de então, o quadro de funcionários foi ampliado Com
a contratação de dois profissionais, 01 pedagogo (Rosenildo Ribeiro) e 01
psicopedagoga (Jânia Carla Pereira Rocha), e implantado oficinas terapêuticas
diversificadas, atendimentos individuais específico para cada paciente conforme
suas habilidades e de acordo com seu projeto terapêutico, obedecendo às normas
da cartilha do Ministério da Saúde, onde preconiza atendimentos diários,
classificados como intensivo, semi-intensivo e não-intensivo, com freqüência
específica para cada procedimento de acordo com cada modalidade, onde:
Atendimento Intensivo:
trata-se de atendimento diário oferecido quando a pessoa se encontra com grave
sofrimento psíquico em situação de crise ou dificuldade intensa no convívio
social e familiar, precisando de atenção contínua.
Atendimento Semi-intensivo:
freqüência até 12 dias no mês, oferecida quando o sofrimento e desestruturação
psíquica da pessoa diminuem, melhorando as possibilidades de relacionamento,
mas a pessoa ainda necessita de atenção direta da equipe para se estruturar e
recuperar sua autonomia.
Atendimento não-intensivo:
freqüência de 3 dias no mês, oferecido quando a pessoa não precisa de suporte
contínuo para viver e realizar atividades na família e/ou no trabalho.
Nesta época houve um aumento significativo na demanda de
pacientes, exigindo assim de um novo espaço físico, para adequar o atendimento
a essa clientela.
Na mudança da gestão da prefeitura sob a direção de Odileida Sampaio. A
coordenação do CAPS foi mudada, assumindo a enfª Sônia Melo. Na ausência da
coordenadora que entrou de licença maternidade, o pedagogo Rosenildo Ribeiro
assumiu a coordenação por apenas 4 meses. O mesmo entregou o cargo por motivos
pessoais.
No momento assumiu a coordenação a psicopedagoga Jânia Carla
Pereira Rocha. O secretário de saúde neste período era o Drº Armando Aragão que
providencia mudança de espaço físico.
No ano de 2006 o CAPS foi privilegiado com nova estrutura
física, com área verde, piscina, espaço para palestras e contratações de novos
profissionais para atender sua clientela.
Sito a Av. Tancredo Neves, nº 3500, bairro Independente I.
Foi contratada mais 01 pedagoga (Thereza Bussioli), 01 prof.ª
de educação física (Lucimar), 01 artesã (Lenilda).
No ano de 2008, o município de Altamira foi contemplado com
a implantação do CAPSi (oferece atendimento para crianças e adolescentes com
transtorno mental ou comportamental).
Com a garantia de atenção a essa clientela abaixo de 18 anos
em nosso município, o CAPS II, passa a especificar seu atendimento, encaminhando
todas as crianças e adolescentes para o programa destinado a elas. Porém,
continuamos a
prestar atendimento a pacientes alcoólatras e drogaditos,
uma vez que o município ainda não possui um CAPS ad, para atender essa demanda.
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Figura 6 Foto - Vista da Frente do CAPS - Av. Tancredo
Neves – por Pedro Malcher.
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Houve mais uma alteração no quadro de funcionários, Foi contratada
01 prof.ª de educação física (Deiryjane dos Santos) em substituição da prof.ª
Lucimar, foi também contratada 01 assistente social (Eunice Ferrão), 01
psicóloga (Geslane), 01 artesã (Leontina), 01 agente administrativo (Vanessa
Mariano), 01 Técnica de enfermagem (Cosma), e 01 Terapeuta de Reiki
(Bernailton)(falecido).
A secretaria de saúde passa por mais uma mudança de gestor,
passa a assumir o cargo de secretário de saúde o Drº Nilson Santos que amplia os
serviços, cede 01 ônibus e 01 motorista (Sandoval), 01 combi, e 01 carro para
visita domiciliar.
V.1
- O FUNCIONAMENTO DO CAPS II EM ALTAMIRA
O CAPS II de Altamira, funciona das 7:30 às 18:30, de
segunda a sexta-feira, oferecendo diferentes tipos de atividades terapêuticas a
sua clientela a partir dos 18 anos, tanto individual como grupal. Esse
atendimento vão além das consultas e de medicamentos, e caracteriza o que vem
sendo denominada clinica ampliada, essa idéia vem sendo construída nas práticas
de atenção psicossocial, provocando mudanças nas formas tradicionais e
compreensão dos tratamentos dos transtornos mentais.
V.2
- METODOLOGIA DE ATENDIMENTO
O
atendimento individual se dá da seguinte forma:
triagem consulta médica, psicológica e de enfermagem, psicoterapia, atendimento
social, orientações diversas, avaliação física, elaboração do Projeto
Terapêutico, dispensa de medicamentos psicotrópicos e visita domiciliar.
O atendimento grupal consiste em
oficinas terapêuticas, atividade expressiva corporal, oficinas de artesanato
(decopagem, pintura em tecido, macramê, crochê, passa- fita, vargonite, ponto
cruz e reciclagem com garrafas peti), atividades reflexivas (leitura em grupo),
relaxamento, palestras educativas, alfabetização, terapia de grupo,
hidroterapia, dança e alongamento, reunião familiar, acolhimento e atividades
livres.
Figura 7 Foto - Vista do interior do CAPS - Av. Tancredo Neves
- por Pedro Malcher.






















